top of page
Buscar

O futuro da IA não está na tecnologia, mas na filosofia de uso: o meio-termo regulado.

O ano de 2025 está terminando com um anúncio no universo do entretenimento que merece ser observado de perto. Há alguns meses, lemos manchetes sobre a Disney processando o Google por violação de direitos autorais no treinamento de IAs; há alguns dias, a mesma Disney investe US$ 1 bilhão na OpenAI para licenciar seus personagens.

À primeira vista, parece uma contradição. Mas, se olharmos com atenção, é o sinal mais claro de que o mercado está finalmente acordando para uma realidade que venho defendendo: a tecnologia não é o inimigo, a falta de regras é.

Estamos vivendo uma polarização perigosa.


Dentro das discussões sobre IA, infelizmente, parece não haver espaço para a ponderação. Há aqueles que a amam cegamente e há aqueles que a odeiam visceralmente, e ambos estão fazendo isso do jeito errado. Quem ama está simplesmente delegando tudo para a máquina, abrindo mão da autoria. Quem odeia só enxerga os malefícios e se recusa a ver a ferramenta poderosa que tem em mãos. É preciso encontrar um meio-termo, e que ele seja regulado.

Os "amantes cegos" da tecnologia estão caindo no que chamo de Virtualidade Criativa. Imagine a Realidade Virtual (RV), onde você coloca um óculos e o mundo real desaparece, substituído por uma simulação. É o que acontece hoje em dia na criação, isso porque o humano se torna um mero "operador de prompt", deixando a IA assumir o volante da concepção à execução.

O perigo aqui não é apenas a mediocridade de um conteúdo sintético, mas a perda da alma humana. A IA, nesse cenário, deixa de ser assistente para ser, de certa forma e guardadas as proporções, a dona da obra.


Do outro lado, temos os "haters", movidos pelo medo legítimo, mas paralisante. As notícias sobre uso indevido de dados mostram que a preocupação com a propriedade intelectual é real. Contudo, rejeitar a tecnologia é como se recusar a usar eletricidade porque ela pode dar choque.


O movimento da Disney de fechar acordos com a OpenAI mostra que a solução não é a proibição, mas a regulamentação e a ética. Eles entenderam que a IA é inevitável, mas que ela deve ser alimentada de forma justa, legal e transparente.

A resposta para esse dilema reside no conceito de Criatividade Aumentada. Assim como a Realidade Aumentada (RA) não substitui o mundo físico, mas sobrepõe camadas de informação útil a ele, a IA deve servir para expandir a capacidade humana, não para suprimi-la.


Na plataforma Roteirista Pro, aplicamos essa filosofia através do método Lean Film Design. A IA atua como um "co-piloto híbrido": ela analisa a estrutura, sugere melhorias de mercado, aponta falhas na jornada do herói, mas a decisão final, a sensibilidade e a "centelha" da criação permanecem 100% humanas.

A encruzilhada em que nos encontramos não é tecnológica, é filosófica. Para navegarmos nela com segurança, proponho um código de conduta — as Três


Leis da Criatividade na Era da IA:


  1. Regra do Controle Humano: A responsabilidade é sempre sua. O humano cria, a IA analisa, o humano desenvolve; a IA sugere, o humano define.

  2. Regra da Confidencialidade: Os dados devem ser protegidos. Ferramentas que usam suas criações para treinar modelos públicos são um risco jurídico imenso. É preciso usar plataformas que garantam a segurança da sua propriedade intelectual.

  3. Regra da Originalidade: A criação deve respeitar os criadores. A responsabilidade de garantir que a obra não é um plágio regurgitado por um algoritmo é do autor.


Os processos judiciais e os investimentos bilionários que vemos nas notícias são as dores do parto de uma nova era. A poeira vai baixar, e o que restará não serão as ferramentas que fazem tudo sozinhas, nem os criadores que se esconderam em cavernas analógicas.


O futuro pertence aos criadores aumentados. Aqueles que entenderam que a IA não é uma "caixa mágica" para gerar arte pronta, mas um exoesqueleto mental que nos permite ir mais longe, mais rápido e com mais precisão.


Não delegue sua voz. Não tema a ferramenta. Assuma o controle. O futuro da criatividade não é sobre a máquina, é sobre o quão habilidoso você pode ser ao pilotá-la.

 
 
 

Comentários


TODOS OS DIREITOS RESERVADO - GUTO AERAPHE 2025 - ATENDIMENTO@CMKFILMES.COM

Lean FIlm Design e Roteirista Pro são marcas registradas

  • Ícone do Youtube Branco
  • Ícone do Instagram Branco
bottom of page