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  • GUTO AERAPHE

Uma webserie é uma webserie e ponto!


Muito já foi dito sobre a transição que estamos vivendo no universo do audiovisual. Principalmente por causa de uma nova cultura em nossa sociedade sobre a produção e distribuição de conteúdo audiovisual dentro de uma ordem social muito mais participativa e colaborativa. Mesmo que este novo conceito tenha sido construído a partir das tradicionais referências estéticas e de construção de narrativas dos meios analógicos audiovisuais.


Mas também é fato que comercialmente as webséries, representantes legítimas deste novo universo audiovisual, ainda estão em fase de amadurecimento, sendo que a maior parte da verba para produção está concentrada na TV. Talvez por isso que, para muitos realizadores, as webséries são uma alternativa para a produção de projetos piloto voltados para outras janelas como a própria TV ou o cinema. Sem dúvida é uma estratégia legítima, mas talvez não seja a mais acertada. Afinal trabalhar um produto digital, com pensamento analógico não faz sentido.


Isso porque trabalhar com a internet abre possibilidades estéticas e narrativas que não fazem parte do universo televisivo ou cinematográfico. Notem que não estou falando aqui sobre a produção em si, mas da interação entre a história apresentada e os espectadores.

Costumo dizer que nas histórias, em sua essência, nada mudou. O que está diferente é a forma como o os espectadores (ou webespectadores) se relacionam com estas histórias.

Antes havia somente os índices de audiência, no caso da TV, ou os números de bilheteria, no caso do cinema, para determinar o sucesso deste ou daquele produto. E por um bom tempo ficamos reféns da ditadura do views nos vídeos on-line. Acredito que já se foi a época em que o cartão de visita de qualquer vídeo on-line era a quantidade de views que ele tinha. Isso foi no tempo em que ainda era necessário provar que videos on-line também são uma mídia de massa – algo que todos já entenderam (ou que espero que tenham entendido).


Agora temos que analisar sob a perspectiva de três pontos de vista diferentes. Da audiência, dos fãs e das comunidades. E hoje somente as webséries conseguem sozinhas fechar este importante ciclo de relacionamento com os consumidores. O mais importante é saber qual o nível de engajamento que a sua história tem com a sua audiência, coisa que a TV não tem. Afinal de contas, o compartilhamento é uma visualização apaixonada que carrega o endosso de alguém que conhece outros e que, provavelmente, virão seguidos de mais visualizações e, quem sabe, até de outros compartilhamentos que irão gerar rendimentos. É assim que as coisas estão funcionando e é assim que as coisas vão funcionar por um bom tempo!

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