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  • GUTO AERAPHE

Não faça nenhuma websérie até ver isso!


Dizem por aí (e é fato) que o Brasil é um dos maiores consumidores de vídeos online do mundo. Mas afinal, como o brasileiro assiste aos seus vídeos preferidos? Ele prefere usar smartphone ou a tela grande? Ele tem visto mais ou menos TV? O que as pessoas preferem: novelas, filmes, séries, notícias, esportes, música ou vídeos de gatinhos na web? E o que motiva as pessoas a irem atrás de todo esse conteúdo?


São essas perguntas que a todo momento nós, produtores de webséries, tentamos responder. Sabemos que este universo não é grande, e é dividido praticamente em duas galáxias com seus mundinhos quase fechados. De um lado temos os grandes players como Amazon, Disney, Netflix, Apple e demais representantes do gênero com suas plataformas fechadas. Por outro lado temos as redes sociais como Youtube, Facebook e Instagram que abrem espaço para a democratização (e viralização) dos nossos conteúdos.

E é exatamente nas redes sociais que vamos dar nosso foco, uma vez que é a partir delas que a maioria das tendências e hábitos de consumo surgem e se consolidam.

De acordo com o instituto Qualibest, em pesquisa divulgada em setembro de 2019, sobre os hábitos dos brasileiros nas redes sociais, diz que 88% dos entrevistados têm pelo menos duas redes sociais ativas. Vamos aos dados!


Dos quase 2000 entrevistados, 55% são mulheres, contra 45% de homens. A faixa etária média é de 32 anos, sendo que 21% tem 19 anos ou menos, 28% tem 20 a 29 anos, 22% tem 30 a 39 anos, 19% tem 40 a 49 anos e apenas 10% tem 51 anos ou mais. Destes, 7% pertencem à classe A, 32% à classe B, 57% a classe C e 9% nas classes D e E.

Facebook e Youtube são as redes mais fortes, mas são seguidas de perto pelo Instagram com 83%. Em seguida estão Pinterest e Twitter com 27%, Linkedin com 19% e SnapChat com 14%. Um detalhe interessante é que o engajamento entre as mulheres é maior do que dos homens em todas as redes sociais.


Outro fato interessante é a consolidação do comportamento “conectado a qualquer hora, em qualquer lugar”. Isso é refletido em alguns comportamentos bem específicos. O estudo mostra que 44% declaram que aproveitam as idas ao banheiro para se atualizar nas redes sociais. 56% afirmam que a primeira coisa que fazem assim que acordam é olhar as redes sociais. 39% declaram que olham as redes sociais quando acordam de madrugada. Por tudo isso, o uso das redes sociais ocupam em média 3 horas por dia dos entrevistados.

Diante deste cenário, o Youtube representa o que esperamos da nova TV, customizada de acordo com o interesse do usuário. Para os entrevistados, a plataforma é uma rede essencial. De acordo com eles a conexão com o conteúdo disponível é algo pessoal e profundo, e que diz respeito aos assuntos realmente importantes para o usuário. Ainda de acordo com eles é onde se tem mais diversão (67%). Os homens afirmam que é a rede onde mais se divertem (76%) e têm menos participação ativa dos usuários: ele é mais espectador. 47% reagem às postagens e conteúdos. 25% compartilham postagens e conteúdos. 31% comentam postagens e conteúdos. E apenas 11% Criam postagens e conteúdos próprio.

Por outro lado, As propagandas no Youtube são as mais indesejadas. E os que ficam no meio do vídeo são os que mais incomodam, e percebem que o conteúdo não está “conectado” com seus interesses.

De acordo com outra pesquisa, desta vez realizada pela Google, com dados de 2018, 80% dos consumidores de vídeos online procuram conteúdo que a TV não oferece. 74% dos consumidores que veem TV dizem não ter a intenção de contratar um serviço de TV paga. 75% dos participantes da pesquisa usam smartphones para assistir a vídeos online.

Diante destes números podemos dizer que temos um cenário consolidado e uma ótima oportunidade para que os produtores de webséries possam trabalhar estrategicamente seus produtos e os tornem sustentáveis.

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